Qual o melhor nome para sua Consultoria?

Qual o melhor nome para sua Consultoria?

Quando começar a atuar como consultor, precisará pensar em qual nome irá batizar sua empresa. Mas, afinal, qual é o melhor nome para sua Consultoria? Há uma opção mais recomendada?

O nome que adotei, desde o primeiro passo, em 2008, foi Nino Carvalho Consultoria.

Há outros tantos consultores que também foram nessa linha, seja com o nome todo (como a Gabriel Rossi Consultoria, focada em Marketing Político e Eleitoral), o sobrenome dos sócios (como Cantizano Consultoria, atuante na área de Health & Fitness) ou uma combinação de fácil alusão ao nome (RicAm Consultoria, do economista Ricardo Amorim).

Tenho também duas ex-alunas que usam as iniciais: a Karine Borges (KB Consultoria e Treinamento) e a Christine Mendonça (CM Marketing).

Bem como aconteceu nestes casos, muitos empreendedores, ao iniciar ou formalizar sua empresa de consultoria provavelmente usam ou pensaram em usar o seu próprio nome para batizar seu escritório/firma de consultoria.

A alternativa seria um nome institucional, menos pessoal, menos personificado. Este é o caso tanto das quatro principais consultorias do mundo (as chamadas Big Four: Accenture, Deloitte, McKinsey e PWC) quanto de escritórios menores (como a RKKG Consulting, no Brasil, ou a BASE, em Portugal).

É natural, portanto, ter a mesma dúvida do Alan Domingues, um ex-aluno meu, da FGV, que há algum tempo seguiu no caminho da consultoria e me enviou a seguinte pergunta: “Usar meu nome (Alan Domingues) pode causar algum impedimento para o crescimento do negócio ou é melhor definir um “nome fantasia”?”.

A resposta está no meu canal do YouTube e você também pode fazer sua pergunta, basta comentar com a hashtag #NinoResponde.

Qual alternativa é melhor – nome próprio ou nome institucional?

Como quase tudo na vida (e o mesmo vale para seus trabalhos como consultor!), a resposta certa é depende.

Cada uma das alternativas possui vantagens e desvantagens e, por isso, você precisa ponderar alguns fatores e tomar a decisão que melhor convier em seu caso particular.

Para ajudá-lo, coloquei no vídeo um pouco do que me levou adotar o meu próprio nome (Nino Carvalho Consultoria) e o ajudo a refletir sobre como tomar sua decisão.


 

Entretanto, um alerta: independente do formato que escolher, tenha em mente que estamos falando de algo muito sério – o nome de sua empresa de consultoria.

É algo profundo, demasiadamente impactante em qualquer decisão ao longo de sua trajetória, bem como certamente algo que não deve ser mudado jamais (ok, talvez em raríssimas exceções).

Seu nome irá acompanhá-lo em cada momento de suas atividades como consultor, tanto nos sucessos quanto nos fracassos.

Usar o próprio nome na consultoria

Ao assitir ao vídeo, você entenderá melhor o que me fez adotar o próprio nome em minha consultoria. Foi uma decisão definitivamente acertada à época.

A principal vantagem aqui é transferir a reputação do consultor para a empresa. Os stakeholders irão associar, a seus serviços de consultoria, adjetivos que percebem em você (experiência, qualidade da entrega, competências técnicas etc).

Esse movimento natural irá ajudá-lo a reduzir investimentos em brand awareness, bem como facilitará na prospecção e na captação dos primeiros clientes.

Entretanto, é importante pesar as potenciais desvantagens principais:

  • Difícil escalar – sendo você não apenas o dono/fundador/gestor, mas também aquele que batiza a empresa, os clientes tenderão a sempre querer você nos trabalhos, atendimentos e entregas.
  • Poucas chances de vender a empresa – dificilmente, no futuro, você receberá ofertas de compra de sua empresa, justamente por tudo estar atraleado ao seu nome específicamente.
  • Elevar as expectativas – os clientes vão tender a contratar sua consultor por conta da sua reputação como profissional. Vão esperar que a mesma performance que você tem/tinha como executivo ou professor (na sua atividade anterior a decidir por ser consultor) seja entregue nos serviços de consultoria. Por isso, serão menos tolerantes a falhas de uma maneira geral. A despeito de sua experiência, você certamente enfrentará obstáculos de qualquer “marinheiro de primeira viagem”.
  • Limites entre sua vida privada x empresa de consultoria – a linha sempre será muitíssimo tênue, quase inexistente, entre o que você faz em sua privacidade, com a família ou em outras atividades (voluntariado, docência etc) e sua atuação na empresa. Uma foto em seu Facebook pessoal pode ser associada aos seus valores e características como consultor.

Dados esses prós e cons, a recomendação é que você siga essa linha e use seu próprio nome para seu escritório de consultoria quando: for muito conhecido/respeitado em sua área de atuação e seu nome remeta a qualidades valorizadas por seu público-alvo.

Além disso, é preciso que esteja em harmonia com as dificuldades, particularmente quanto á dificuldade de escala e as rarefeitas barreiras entre suas práticas profissionais e a vida pessoal.

Usar um nome institucional na consultoria

Arriscaria dizer que esta é a opção mais adotada entre os escritórios de consultoria. Acredito que, se tivesse que optar hoje, adotaria um nome mais aberto, sem vínculos com o meu próprio. Me aprofundo nessa visão aqui no vídeo.

A maior parte das empresas de consultoria usa nome institucional, normalmente para gozar de mais liberdade em decisões futuras – seja na mudança de sua oferta de serviços ou visando a eventuais fusões/vendas.

Além desta importante liberdade, algumas das principais vantagens estão relacionadas a:

  • Escala – uma eventual venda, o crescimento da empresa (escritórios em diferentes geografias ou mesmo franquias), tudo isso ficará mais fácil.
  • Produtos – se seu atual leque de produtos não está a performar bem, poderá mexer no portfólio com mais liberdade.
  • Público-focal – independente do seu foco de atuação pré-consultor, um escritório de consultoria com nome institucional pode trabalhar em outras frentes sem guardar vínculos de percepção com o background dono/sócio.

Em termos de desvantagens, podemos destacar principalmente o fato de que você está criando uma nova marca, de forma que boa parte de seu investimento estará ligado a dar reconhecimento à nova empresa (fazê-la ser conhecida), iniciar e nutrir relacionamentos com os principais stakeholders.

Prepare-se, ainda, para ter que investir em contratar e capacitar profissionais que consigam representá-lo à altura, de maneira a conseguir, de facto, escalar seus serviços e tornar sua empresa menos dependente de você.

Nos momentos em que precisei, tive a felicidade de poder contar com ao menos um “braço direito” de altíssimo nível, para representar o escritório em reuniões, briefings e entregas.

Em suma, adotar um nome institucional é recomendável quando:

a) Você pretende ter um leque de produtos flexível e/ou maior do que os de sua expertise atual específica.

b) Seu nome não é especialmente relevante em seu mercado de atuação.

c) Você almeja ter mais flexibilidade quanto aos segmentos de mercado que irá atingir.

d) A empresa terá mais sócios e ao menos um deles não traria peso para batizar a consultoria.

Bem, como havia previnido no início desse post, não se trata de uma decisão fácil e claramente escolher o melhor nome para sua consultoria não é tarefa reduzível exclusivamente a um processo criativo ou meramente emocional.

Para escolher o melhor nome para sua empresa de consultoria, é preciso que você reflita muito bem sobre os prós e os contras antes de tomar a sua decisão. Assista ao vídeo no qual compartilho como tomei a decisão quanto à minha própria empresa de consultoria.

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Qual a sua dúvida?

Você também quer que eu responda às suas dúvidas? Então faça sua pergunta nos comentários com a hashtag #NinoResponde.

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Nino Carvalho

Consultor e professor internacional, com mais de 20 anos de carreira em Estratégias de Marketing na Era Digital. Portfólio e experiência inclui algumas das maiores marcas do mundo, como Toyota, NFL, Ericsson, Dow, Dupont, EDP, MDS Group, Johnson & Johnson, IBM, Qualcomm, entre outras. É Mestre (IBMEC, BR), Pós-graduado em Strategic Marketing (CIM, UK) e PhD Candidate (Universidade do Porto, PT e University of Texas Austin, EUA).
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